LichensParmotrema screminiae é exclusivamente saxícola, tendo sido coletada sobre rochas conglomeradas na beira da estrada em áreas de cerrado rupestre. Há registro da espécie em quatro municípios do Estado de Mato Grosso do Sul que distam entre si cerca de 150 km. A espécie ocorre próxima a propriedades agrícolas que nos últimos anos, devido sua expansão, vêm reduzindo o hábitat onde a espécie é encontrada. É esperado que P. screminiae ocorra em outras áreas de cerrado rupestre com presença de afloramentos rochosos do tipo conglomerado, sendo sua ocorrência em outros tipos de rocha não detectada até o momento. Estima-se que o tamanho populacional da espécie é de 70 até no máximo 200 indivíduos maduros, com tendência de declínio. O tempo geracional estimado é entre 13 e 50 anos. Apesar de contida em uma única subpopulação, a espécie se distribui de maneira descontínua devido às áreas de agricultura e pecuária, que em conjunto com fogo de origem antrópica e mudanças climáticas, ameaçam a população da espécie. Portanto, P. screminiae é avaliada como Criticamente Em Perigo sob o subcritério C2a(ii).
A espécie foi descrita em 2016 com base em material de herbário que vem sendo coletado em áreas de cerrado desde 1987.
Parmotrema screminiae ocorre em poucos pontos de uma área de cerrado antropizada e cercada por áreas de agricultura e pecuária nas adjacências. O hábitat está cada vez mais restrito devido ao avanço da civilização.
Parmotrema screminiae é exclusivamente saxícola, tendo sido coletada sobre rochas na beira da estrada, no interior de mata aberta e, menos comumente, em cerradão mesotrófico. Trata-se de uma espécie conspícua na natureza. Há registro da espécie no herbário nas décadas de 80, 90 e anos 2000 sempre nos mesmos pontos em quatro municípios do Estado de Mato Grosso do Sul que distam entre si cerca de 150 km. Todos os pontos estão localizados em áreas de cerrado próximas a propriedades agrícolas e próximas a áreas urbanizadas que nos últimos anos vêm reduzindo o hábitat onde a espécie é encontrada. É esperado que a espécie ocorra em outras áreas de Cerrado com presença de afloramentos rochosos do tipo conglomerado, sendo sua ocorrência em outros tipos de rocha não detectada até o momento.
Parmotrema screminiae é uma espécie exclusivamente saxícola, e, apesar de conspícua, não há registros de ocorrência desta espécie em outras áreas. Apesar do grande esforço amostral para o gênero Parmotrema no Brasil, a população conhecida de Parmotrema screminiae é formada por somente 14 indivíduos maduros. Estima-se que o tamanho populacional é de 70 até no máximo 200 indivíduos maduros, com tendência ao declínio visto que o bioma cerrado perdeu 46-50% de sua área com projeção de perda de hábitat para o futuro (Strassburg et al. 2017). O tempo geracional estimado é entre 13 e 50 anos (Yahr et al. 2024). Apesar de contida em uma única subpopulação, a espécie se distribui de maneira descontínua devido às áreas de agricultura e pecuária nos arredores das áreas onde a espécie foi registrada nas últimas décadas. Atualmente a rodovia que liga à capital passa ao lado dos pontos de coleta.
Population Trend: Decreasing
Os indivíduos, até o momento, foram coletados em rochas do tipo conglomerado em meio a áreas agrícolas e de pecuária no cerrado rupestre. A espécie se reproduz através da dispersão de sorédios, mas a produção de apotécios também foi reportada para alguns espécimes.
A espécie sofre com a perda de hábitats e com o avanço das áreas urbanas. Além disso, sabe-se que a supressão de hábitat no bioma cerrado vêm aumentando, assim como a incidência do fogo, especialmente devido às atividades antrópicas e mudanças climáticas. O bioma cerrado perdeu 46-50% de sua área com projeção de perda de hábitat para o futuro (Strassburg et al. 2017). A espécie sofre pressões por conta da expansão de áreas de agricultura e pecuária nos arredores das áreas onde foi registrada nas últimas décadas. Atualmente a rodovia que liga à capital passa ao lado dos pontos de coleta.
É importante que a legislação ambiental no país considere a espécie em suas ações de conservação, como propor novas unidades de conservação que incluam as áreas onde Parmotrema screminiae ocorre, incluindo planos de manejo que considerem a ocorrência de queimadas. Ações de educação ambiental para as comunidades inseridas no hábitat da espécie podem beneficiar sua conservação.
É necessário ampliar a área amostral buscando por hábitats específicos para entender melhor a distribuição e biologia da espécie.
Sem usos conhecidos.
Honda N.K, Freitas DS, Micheletti AC, Carvalho NCP, Spielmann AA, Canêz LS. 2016. Parmotrema screminiae (Parmeliaceae), a Novel Lichen Species from Brazil with Potent Antimicrobial Activity
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