Mushroom, Bracket and PuffballPanellus olivaceus é uma espécie descrita para o Sul do Brasil (Estado do Paraná), ocorrendo em fragmentos de floresta montana da Mata Atlântica. Até o momento, existem apenas alguns registros da espécie, provenientes de 5 sítios distintos. De acordo com o autor da espécie, sua ocorrência é rara (Trierveiler-Pereira et al., 2025). A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais/subtropicais mais fragmentadas do mundo, e cerca de 28% da cobertura original no Brasil ainda persiste, grande parte constituída por fragmentos pequenos e desconectados (Rezende et al., 2018). Panellus olivaceus é diretamente impactado pelas ameaças que afetam seu bioma. A Mata Atlântica vem sofrendo com desmatamento, extração de madeira, uso intensivo da terra e poluição decorrente de centros industriais e silviculturais (Galindo & Câmara, 2003). O declínio populacional foi inferido à luz da perda de extensão de habitat adequado (Rezende et al., 2018) e da influência presumida que a degradação do habitat exerce sobre a ocupação das espécies em um determinado ambiente (Berglund & Jonsson, 2003; Haddad et al., 2015). Com base nessas informações, de maneira conservadora, houve uma perda de habitat de pelo menos 10% nas últimas três gerações (20 anos) e isso também corresponde a um declínio populacional de pelo menos 10% ou mais nesse intervalo de tempo. A população total atual é estimada em cerca de 7.500 indivíduos maduros, reunidos em uma única subpopulação. Considerando o pequeno tamanho populacional e o declínio contínuo, Panellus olivaceus é, portanto, avaliado como Vulnerável (VU) segundo o critério C2a(ii).
Panellus olivaceus foi descrito em 2009 (Meijer, 2009). Não são conhecidos sinônimos para a espécie.
Panellus olivaceus é uma espécie rara que ocorre em alguns estados (Paraná, São Paulo e Espírito Santo) das regiões Sul e Sudeste do Brasil. É encontrada em florestas montanas preservadas da Mata Atlântica, um dos hotspots de biodiversidade do planeta, caracterizado por elevados níveis de diversidade e endemismo.
Panellus olivaceus é conhecida de fragmentos bem preservados e é esperada que ocorra exclusivamente em florestas montanas na Mata Atlântica do sul e sudeste do Brasil (Floresta Ombrófila Mista com Araucária e Floresta Ombrófila Densa), entre 700 e 1.000 m de altitude. Há quatro registros dessa espécie no estado do Paraná (Meijer, 2009), um no Espírito Santo (Magnago, 2023) e três em São Paulo (Trierveiler-Pereira et al., 2025 e outras observações pessoais).
Existem 8 registros da espécie provenientes de 5 sítios distintos. Panellus olivaceus é provavelmente uma espécie rara, e espera-se que ocorra em alguns fragmentos preservados de florestas montanas ao longo da Mata Atlântica nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, com outros 150 sítios potenciais adicionais. Isso resulta em uma estimativa populacional total de cerca de 7.500 indivíduos maduros, restritos a uma única subpopulação. A Mata Atlântica vem sendo desmatada há décadas, e os fragmentos remanescentes sofrem erosão de biomassa e biodiversidade. A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais/subtropicais mais fragmentadas do mundo, e cerca de 28% da cobertura original no Brasil ainda persiste, grande parte constituída por fragmentos pequenos e desconectados (Rezende et al., 2018). Panellus olivaceus é diretamente impactado pelas ameaças que afetam seu bioma. A Mata Atlântica vem sofrendo com desmatamento, extração de madeira, uso intensivo da terra e poluição decorrente de centros industriais e silviculturais (Galindo & Câmara, 2003). O declínio populacional foi inferido à luz da perda de extensão de habitat adequado (Rezende et al., 2018) e da influência presumida que a degradação do habitat exerce sobre a ocupação das espécies em um determinado ambiente (Berglund & Jonsson, 2003; Haddad et al., 2015). Com base nessas informações, de maneira conservadora, houve uma perda de habitat de pelo menos 10% nas últimas três gerações (20 anos) e isso também corresponde a um declínio populacional de pelo menos 10% ou mais nesse intervalo de tempo.
Population Trend: Decreasing
Panellus olivaceus é uma espécie bambusicola que ocorre na Mata Atlântica, em florestas montanas (florestas ombrófilas densas ou florestas ombrófilas mistas), acima de 700 m até 1000 de altitude. Os basidiomas são diminutos, mas crescem de forma gregária sobre bambus nativos mortos, razão pela qual é considerada uma espécie com detectabilidade média e não difícil de encontrar em campo, caso o observador esteja em busca de fungos em bambus.
Panellus olivaceus é diretamente impactado pelas ameaças que afetam seu bioma. A Mata Atlântica vem sofrendo com desmatamento, extração de madeira, uso intensivo da terra, espécies exóticas invasoras, e poluição decorrente de centros industriais e silviculturais (Galindo & Câmara, 2003). A cobertura natural remanescente da Mata Atlântica é composta por pequenos fragmentos florestais e áreas de floresta secundária, restando apenas cerca de 28% (Tabarelli et al., 2010; Rezende et al., 2018). Todos esses fatores, além das mudanças do clima, têm contribuído para a perda de habitat de Panellus olivaceus.
A principal medida para a preservação da espécie é a proteção de seu habitat, de seu hospedeiro (bambus nativos) e conservação ex-situ. A criação de novas áreas de conservação são altamente requiridas já que são capazes de abrigar os prováveis micro-habitats aos quais a Mata Atlântica poderá se restringir no futuro. A preservação de florestas intactas pode ser crítica para a manutenção dessa espécie, uma vez que ela foi encontrada apenas em áreas montanas preservadas. Além disso, políticas de proteção florestal devem ser implementadas para garantir que as áreas protegidas da Mata Atlântica atinjam um estado maduro.
São necessários mais estudos para compreender melhor a distribuição e a ecologia da espécie, bem como seu monitoramento in-situ e das ameaças.
Desconhecido.
Berglund H, Jonsson BG. 2003. Nested plant and fungal communities; the importance of area and habitat quality in maximizing species capture in boreal old-growth forests. Biological Conservation 112(3): 319–328.
Galindo C, Câmara I. 2003. The Atlantic Forest of South America: biodiversity status, threats, and outlook. Island Press, Washington, USA.
Haddad NM, Brudvig LA, Clobert J et al. 2015. Habitat fragmentation and its lasting impact on Earth’s ecosystems. Science Advances 1: e1500052.
Magnago AC, Soares CV, Pereira JS, Fraga Júnior CAV, Furtado ANM, Rezende DHC, Palacio M, Drewinski MP. 2023. Macrofungos da Mata Atlântica capixaba. Espírito Santo, BRASIL. Field Museum Guides, Guide #1579. Available at
. Access on 27 May 2024.
Meijer AAR de. 2009. Notable macrofungi from Brazil’s Paraná pine forests. EMBRAPA, Colombo.
Rezende CL, Scarano FR, Assad ED, Joly CA, Metzger JP, Strassburg BBN, Tabarelli M, Fonesca GA, Mittermeier RA. 2018. From hotspot to hopespot: An opportunity for the Brazilian Atlantic Forest. Perspectives in ecology and conservation 16: 208–214.
Tabarelli M, Aguiar AV, Ribeiro MC, Metzger JP, Peres CA. 2010. Prospects for biodiversity conservation in the Atlantic Forest: lessons from aging human-modified landscapes. Biological Conservation 143(10): 2328–2340.
Trierveiler-Pereira L, Prado-Elias A, Baltazar JM. 2025. First record of two rare Agaricales (Basidiomycota) from Southeastern Brazil. Rodriguésia 75: e00572024.
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