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Mycena luxaeterna Desjardin, B.A. Perry & Stevani

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Scientific name
Mycena luxaeterna
Author
Desjardin, B.A. Perry & Stevani
Common names
 
IUCN Specialist Group
Mushroom, Bracket and Puffball
Kingdom
Fungi
Phylum
Basidiomycota
Class
Agaricomycetes
Order
Agaricales
Family
Mycenaceae
Assessment status
Assessed
Preliminary Category
VU C2a(ii)
Proposed by
Gregory Mueller
Assessors
Pedro Gianine, Cauã Eugênio Vilela, Edilene Leite, Juliano M. Baltazar, Luciana da Canêz, Salomé Urrea Valencia, Luis Ernesto Fries Chavez, Maria Eduarda de Andrade Borges, Patricia Fiuza, Adão Henrique Rosa Domingos
Contributors
Isaias de Oliveira Junior, Cassius Stevani
Comments etc.
Gregory Mueller
Reviewers
E. Ricardo Drechsler-Santos, Diogo H. Costa-Rezende, Kelmer Martins da Cunha

Assessment Notes

Justification

Mycena luxaeterna foi encontrada pela primeira vez em 2007 e descrita em 2010 a partir de espécimes do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (estado de São Paulo). A espécie possui atualmente 24 registros distribuídos em 6 sítios no estado de São Paulo. Espera-se que a espécie esteja restrita a pequenos fragmentos bem preservados de Mata Atlântica no sudeste do Brasil. As principais ameaças que afetam a espécie estão diretamente associadas à perda de área e degradação da Mata Atlântica, que atualmente é reduzida a pequenos fragmentos isolados e vulneráveis (Rezende et al., 2018). Mesmo nas áreas legalmente protegidas onde a espécie ocorre existem impactos significativos de fragmentação, efeitos de borda, invasão de espécies exóticas e alteração microclimática. Por conta de ameaças à preservação desses remanescentes de Mata Atlântica, é provável que outros potenciais sítios de ocorrência da espéice também estejam influenciando no declínio populacional da espécie. Considernado que o tamanho populacional desta espécie não deve ultrapassar os 8.000 indivíduos maduros, todos em um única subpopulação, de maneira conservadora, é possível inferir que houve uma perda de habitat de pelo menos 10% nas últimas três gerações (20 anos) e isso também corresponde a um declínio populacional de pelo menos 10% ou mais nesse intervalo de tempo. Assim, tendo em vista o pequeno tamanho populacional e o declínio contínuo, Mycena luxaeterna é, portanto, avaliado como Vulnerável (VU) segundo o critério C2a(ii).


Taxonomic notes

Mycena luxaeterna Desjardin, B.A. Perry et Stevani
O holótipo foi coletado em 2007, e a espécie descrita e formalmente publicada em 2010 (MycoBank MB 515160).


Why suggested for a Global Red List Assessment?

Mycena luxaeterna foi descrita em 2010, a partir de coletas realizadas em 2007 no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, associada a pequenos galhos com até 20 basidiomas agrupados, em floresta primária de Mata Atlântica (Floresta Ombrófila Densa) (Desjardin et al., 2010). Até o momento, a espécie é conhecida em apenas quatro sítios próximos ao município de Iporanga: o PETAR, o Parque Estadual Caverna do Diabo, a Reserva Betary e a região próxima à Caverna de Santana. Esses registros mostram uma distribuição restrita pela região e a espécie deveria ser avaliada.


Geographic range

A distribuição de Mycena luxaeterna se dá em região de áreas preservadas de floresta primária, próximo a corpos de água, da Mata Atlântica (Floresta Ombrófila Densa). Encontrada em 6 sítios no município de Iporanga e regiões ao redor do sudeste do Estado de São Paulo, como o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, Parque Estadual Caverna do Diabo, Reserva Betary e ao longo do curso do Rio Betary rumo à nascente (município de Apiaí), na região próxima da Caverna de Santana, atingindo altitudes conhecidas de até 500m aproximadamente. É esperado que a espécie ocorra de forma restrita às florestas primárias da Mata Atlântica do sudeste brasileiro.


Population and Trends

Mycena luxaeterna foi encontrada pela primeira vez em 2007 e descrita em 2010 a partir de espécimes do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (estado de São Paulo). A espécie possui atualmente 24 registros distribuídos em 6 sítios ao longo dos Parques Estadual Turístico do Alto Ribeira, Estadual Caverna do Diabo, Reserva Betary e na região próxima da Caverna de Santana, todos inseridos no estado de São Paulo. Espera-se que a espécie esteja restrita a pequenos fragmentos bem preservados de Mata Atlântica no sudeste do Brasil. A espécie é encontrada crescendo sobre pequenos galhos na serapilheira, formando basidiomas pequenos e gregários. Portanto, apesar de ser bioluminescente, possui baixa detectabilidade.
As principais ameaças que afetam a espécie estão diretamente associadas à perda de área e degradação da Mata Atlântica, que atualmente é reduzida a pequenos fragmentos isolados e vulneráveis (Rezende et al., 2018). Mesmo nas áreas legalmente protegidas onde a espécie ocorre existem impactos significativos de fragmentação, efeitos de borda, invasão de espécies exóticas e alteração microclimática. A intensa atividade turística na área de ocorrência conhecida da espécie pode também representar ameaça relevante, o que deve ser investigado, incluindo o impacto do pisoteio da serrapilheira, remoção de galhos caídos e iluminação artificial. Por conta de ameaças à preservação desses remanescentes de Mata Atlântica, é provável que outros potenciais sítios de ocorrência da espéice também estejam influenciando no declínio populacional da espécie. Considerando que a espécie pode ter até 40 indivíduos maduros por sítio em um total de não mais que 200 sítios, o tamanho populacional desta espécie não deve ultrapassar os 8.000 indivíduos maduros em um única subpopulação. Com base nessas informações, de maneira conservadora, houve uma perda de habitat de pelo menos 10% nas últimas três gerações (20 anos) e isso também corresponde a um declínio populacional de pelo menos 10% ou mais nesse intervalo de tempo.

 

Population Trend: Decreasing


Habitat and Ecology

O clima regional é subtropical permanente úmido controlado por massas tropicais e polares marítimas, além de possuir microclimas estáveis, com cavernas e rios, auxiliando na manutenção da umidade constante e solos com alto teor de matéria orgânica, condições que parecem ser ótimas para existência da espécie fúngica. Possui hábito sapróbio e é principalmente encontrado em galhos com avançado grau de decomposição, raramente em folhas e na serapilheira (Desjardin et al., 2010). Já foi encontrada associada ao tronco de árvores vivas, mas extremamente incomum. Com ocorrências registradas nos meses de dezembro a abril, já foi observada também associada às espécies de planta das famílias Arecaceae (Euterpe edulis), Melastomataceae (Miconia sp.), Bignoniaceae (Jacaranda micrantha), Fabaceae (Inga sp.) e Caesalpinoideae (Schizolobium parahyba).

Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest

Threats

As principais ameaças que afetam Mycena luxaeterna estão diretamente associadas à perda e degradação do habitat florestal na Mata Atlântica, bioma que sofreu uma redução de aproximadamente 75% de sua área original, restando fragmentos isolados e ecologicamente vulneráveis (Rezende et al., 2018). Mesmo nas áreas legalmente protegidas onde a espécie ocorre, como o PETAR e o Parque Estadual Caverna do Diabo, há impactos significativos de fragmentação, efeitos de borda, invasão de espécies exóticas e alteração microclimática, fatores que comprometem a disponibilidade de substratos lenhosos úmidos, condições essenciais para o crescimento e esporulação da espécie (Joly et al., 2014).
Essas ameaças configuram um cenário de declínio contínuo e com diversos fatores, no qual a perda e a degradação do habitat, a fragmentação florestal e a perturbação humana atuam em conjunto. A tendência é de redução progressiva da área de ocupação e da qualidade ambiental ao longo dos anos.

Housing & urban areasNamed speciesHabitat shifting & alteration

Conservation Actions

Expansão da área de conservação da espécie, proteção de habitat, projetos de recuperação de áreas de mata atlântica. O envolvimento da comunidade que vive ao redor de áreas de ocorrência desta espécie, como Ciência Cidadã e projetos de extensão/divulgação científica em escolas abordando o tema da “invisibilidade/impercepção fúngica” e sendo utilizada como uma possível “espécie guarda-chuva”.

Site/area protectionResource & habitat protectionSite/area managementAwareness & communicationsNational levelPolicies and regulations

Research needed

Pesquisa de campo é requerida para monitoramento da espécie na região (como controle de visitação nos parques, conservação da área com reforço de leis e políticas) e sua população frente às ameaças. Necessário documentar com maior esforço amostral a distribuição e o tamanho populacional deste e de outros fungos bioluminescentes da região. Ainda, seria importante avaliar o impacto do turismo na preservação da espécie, já que a atividade é intensa e pode representar outra ameaça relevante. Locais de ocorrência confirmada, como as trilhas do PETAR e da Reserva Betary, recebem grande número de visitantes anualmente, resultando em pisoteio da serrapilheira, remoção de galhos caídos e iluminação artificial, práticas que modificam o microhabitat propício para o desenvolvimento fúngico.

Population size, distribution & trendsLife history & ecologyThreatsPopulation trendsHabitat trends

Use and Trade

Não há uso conhecido.

Unknown

Bibliography

Desjardin, D. E., Perry, B. A., Lodge, D. J., Stevani, C. V., & Nagasawa, E. (2010). Luminescent Mycena: new and noteworthy species. Mycologia, 102(2), 459-477. https://doi.org/10.3852/09-197
Perry, B. A., Desjardin, D. E., & Stevani, C. V. (2025). Diversity, Distribution, and Evolution of Bioluminescent Fungi. Journal of Fungi, 11(1), 19. https://doi.org/10.3390/jof11010019

MYCOBANK. Mycena luxaeterna Desjardin, B.A. Perry & Stevani, 2010. Disponível em: https://www.mycobank.org


Country occurrence

Regional Population and Trends

Country Trend Redlisted