polyporal
poliporales
Mushroom, Bracket and PuffballPolyporaceae, Polyporales, Incertae sedis, Agaricomycetes, Agaricomycotina, Basidiomycota, Fungi.
GBIF : 5247943
Index Fungorum : 373780
identificador MycoBank : 373780
NBIC taxon ID : 145337
identificador Open Tree of Life : 3801752
identificador Catalogue of Life : 73HQN
identificador Reflora : FB115414
Microporellus brasiliensis Decock & Ryvarden, 2002 é um poliporo xilófilo, raro e endêmico do sul do Brasil. Conhecido de apenas dois sítios, ambos no estado do Paraná, provenientes de coletas realizadas em 1993 e 1998, sem novos registros confirmados há mais de 25 anos, o que aumenta a preocupação quanto à persistência da espécie. Seu habitat é restrito à Floresta Ombrófila Mista com Araucaria angustifolia, um ecossistema subtropical que sofreu uma redução drástica de sua cobertura original, restando menos de 3–13% em condição relativamente preservada e com a maioria dos fragmentos florestais menores que 50 ha (Ribeiro et al., 2009; Fritzsons et al., 2018).
A Floresta com Araucária é um dos ecossistemas mais ameaçados da Mata Atlântica e apresenta um histórico de fragmentação extrema, conversão para agricultura, silvicultura e expansão urbana, com redução contínua da qualidade do habitat. Embora M. brasiliensis seja conhecido apenas de duas localidades, é possível que ocorra em outros fragmentos bem conservados de Floresta Ombrófila Mista no sul do Brasil; contudo, a falta de inventários fúngicos específicos e a alta taxa de perda de habitat indicam que sua distribuição real pode ser extremamente limitada.
Cada fragmento florestal adequado provavelmente sustenta um número muito reduzido de indivíduos maduros, considerando sua dependência por madeira morta em florestas maduras. Devido à perda severa e contínua do habitat requerido, especialmente nas próximas décadas, Microporellus brasiliensis pode sofrer um declínio populacional projetado superior a 20–30% nos próximos 20 anos (aproximadamente 3 gerações), causado principalmente pela degradação do habitat, diminuição da disponibilidade de substrato e impactos das mudanças climáticas. Assim, a espécie pode ser avaliada como Em Perigo EN B1ab(iii)
Microporellus brasiliensis é uma espécie de poliporo xilófilo conhecida apenas de dois sítios no estado do Paraná, sul do Brasil. A espécie foi descrita a partir de material coletado no município de Colombo, na área da Embrapa Florestas (Centro Nacional de Pesquisa Florestal), em um remanescente de Floresta Ombrófila Mista com Araucaria angustifolia, situada na região fitogeográfica da Mata Atlântica. O holótipo provém de cerca de 900 metros de altitude, em uma área com clima subtropical úmido e alta precipitação (Decock & Ryvarden, 2002).
O segundo registro confirmado da espécie encontra-se no município de Curitiba, dentro do Parque Barigui, também inserido no domínio da Floresta Ombrófila Mista e localizado em ambiente urbano com fragmentos florestais isolados. Não há registros adicionais confirmados da espécie fora do estado do Paraná, e a ausência de coletas recentes sugere que sua distribuição pode ser ainda mais restrita do que atualmente conhecido.
A Floresta com Araucária, ambiente típico da espécie, sofreu uma redução severa da sua área original, restando menos de 13% da cobertura histórica, altamente fragmentada em pequenos remanescentes (<50 ha), o que compromete a continuidade do habitat necessário para o desenvolvimento do fungo (Ribeiro et al., 2009). Considerando sua dependência por madeira morta em florestas maduras e sua distribuição geográfica limitada, M. brasiliensis pode ocorrer em outros fragmentos bem preservados de Floresta Ombrófila Mista na região sul do Brasil, mas sua ocorrência permanece não confirmada fora das localidades tipo.
Não há dados disponíveis sobre o tamanho total da população dessa espécie, mas o número de registros documentados é muito limitado, com apenas três (Decock & Ryvarden, 2002, Westphalen & Silveira, 2013)., o que sugere um status populacional restrito. Além disso, ela perdeu 87,4% de seu habitat, a floresta de araucária dos quais restam apenas fragmentos de menos de 50 hectares onde pudemos encontrar esta espécie vegetal e a presença deste fungo (Silva & Tabarelli, 2000;Ribeiro et al., 2009).
Population Trend: Uncertain
A espécie ocorre em Floresta Ombrófila Mista, um ecossistema subtropical de altitude dominado por Araucaria angustifolia (Fritzsons et al., 2018), em altitudes entre 850–950 m. É um fungo lignícola, encontrado em troncos e bases de angiospermas mortas, porém dados sobre seu tipo de decomposição, ciclo de vida e sexualidade são desconhecidos (Decock & Ryvarden, 2002). Sua dependência por madeira morta em florestas maduras o torna altamente vulnerável à perda de habitat e à redução da conectividade.
A Floresta com Araucária sofreu redução drástica da sua cobertura original e continua ameaçada por mudanças climáticas, conversão do uso da terra e fragmentação (Fritzsons et al., 2018). Os remanescentes existentes são pequenos, isolados e sujeitos a efeitos de borda, o que reduz a disponibilidade de madeira morta e altera a dinâmica ecológica necessária para a manutenção de espécies lignícolas como M. brasiliensis.
Códigos IUCN:
1.1 Habitação e desenvolvimento urbano
2.1 Agricultura não lenhosa
2.2 Plantações de madeira/polpa
5.3 Extração de madeira e uso de substratos lenhosos
11.1 Alteração do habitat (clima)
11.3 Extremos de temperatura
Não existem ações de conservação nem um estatuto formal de conservação.
Para aprimorar nossa compreensão do estado de conservação de Microporellus brasiliensis, é necessário abordar lacunas fundamentais em sua ecologia, distribuição e dinâmica populacional. Atualmente, existem poucos registros no sul do Brasil, e sua abundância, habitat específico e tipos de decomposição associados, entre outros fatores, permanecem desconhecidos. Nos próximos cinco anos, é viável priorizar levantamentos micológicos para ampliar a área de distribuição conhecida da espécie, além de avaliar sua frequência de ocorrência em florestas tropicais e em substratos hospedeiros específicos. Simultaneamente, o desenvolvimento de culturas em laboratório ajudaria a esclarecer aspectos de seu ciclo de vida e sexualidade, enquanto a análise do impacto de ameaças como fragmentação florestal e perda de madeira morta permitiria o estabelecimento de indicadores preliminares de vulnerabilidade.
não usado.
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