Chytrid, Zygomycete, Downy Mildew and Slime MouldDidymium aquatile foi registrado como ocorrente apenas na localidade do tipo, às margens da Rua Eugênio Monteferrante em São Paulo, em folhedo submerso em cursos d’agua, tendo sido encontrada no mesmo sítio apenas outras 3 vezes ao longo de intensa pesquisa subsequente entre 1971 a 1985. Atualmente, se trata de uma área urbana, entre os bairros Jardim Paraíso e Jardim Ciranda, em Botucatu/SP. O autor da espécie buscou a mesma em vários outros sítios com características parecidas, mas não obteve sucesso. Vários outros especialistas estiveram envolvidos na busca da espécie em ambientes parecidos, próximos a localidade do tipo e outras localidades fora de São Paulo, como nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte, mas nunca foi registrada novamente. Assim, a espécie demonstra ser rara e potencialmente se trata de um microendemismo. Após cinco décadas de sua descoberta, a área onde foi encontrada foi fortemente alterada, e suspeita-se que a perda de habitat tenha afetado de forma significativa a distribuição e a presença da espeçie, já naturalmente restrita. As alterações significativas no uso do solo desde a coleta original, incluem conversão de habitat, poluição e mudanças microclimáticas totalizando mais de 80% de degradação da area natural, fatores que implicam em um declínio contínuo na qualidade do habitat da espécie e, por consequência, de forma significativa, na mesma proporção, no tamanho populacional da espécie. A ausência de registros por mais de cinco décadas associado as fortes evidências de degradação ambiental fornece base para suspeitar um cenário de risco real de extinção. A maior ameaça é a perda e/ou fragmentação de habitat e a poluição de cursos d’agua, pois o único registro de D. aquatile foi obtido em um riacho, em área de floresta ciliar. Considerando o microendemismo da espécie, a perda significativa de área e a degradação do habitat por poluição urbana, infere-se uma extensão de ocorrência (EOO) e área de ocupação (AOO) atual ≤ 4 km2. Restrita a uma única localidade, a espécie apresenta declínio contínuo, com tamanho populacional estimado em no máximo 100 indivíduos maduros. Desta forma, a espécie é considerada Criticamente Ameaçada (CR) em A2c; B1ab(iii)+2ab(iii); C2a(ii).
Didymium aquatile Gottsb. & Nann.-Bremek., Proc. K. Ned. Akad. Wet., Ser. C, Biol. Med. Sci. 74(3): 364 (1971)
Os únicos exemplares conhecidos dessa espécie são provenientes da localidade do tipo, cuja descrição foi feita mais de cinco décadas atrás, em 1971. Após isso, D. aquatile nunca mais foi observado, somente 3 novas coletas seguintes na localidade da descoberta, e o único local onde foi coletada sofreu drásticas mudanças no uso do solo desde então.
A espécie ocorre apenas em ambiente aquático, tendo sido encontrada somente na localidade do tipo, um riacho em floresta ciliar. Atualmente se trata de uma área urbana, às margens da Rua Eugênio Monteferrante, entre os bairros Jardim Paraíso e Jardim Ciranda, em Botucatu, estado de São Paulo, Brasil. Infere-se uma extensão de ocorrência (EOO) e área de ocupação (AOO) atual de ≤ 4 km2.
Didymium aquatile foi registrado como ocorrente apenas na localidade do tipo, às margens da Rua Eugênio Monteferrante. Atulamente se trata de uma área urbana, entre os bairros Jardim Paraíso e Jardim Ciranda, em Botucatu - SP, em folhedo submerso em cursos d’agua, tendo sido encontrada no mesmo sítio outras 3 vezes ao longo de intensa pesquisa recorrente em 15 anos (1971 a 1985). O autor da espécie buscou a mesma em vários outros sítios com características parecidas, mas não obteve sucesso. Vários outros especialistas estiveram envolvidos na busca da espécie em ambientes parecidos, próximos a localidade do tipo e outras localidades fora de São Paulo, como nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte, mas nunca foi registrada novamente. Assim, a espécie demonstra ser rara e potencialmente endêmica. Após cinco décadas de sua descoberta, a área onde foi encontrada foi fortemente alterada, e suspeita-se que a perda de habitat afete a distribuição já naturalmente restrita da espécie. As alterações significativas no uso do solo desde a coleta original, incluiem conversão de habitat e mudanças microclimáticas, fatores que implicam em um declínio contínuo na qualidade do habitat da espécie. Considerando que mixomicetos frequentemente apresentam exigências ecológicas específicas, especialmente relacionadas a condições de umidade e tipo de substrato, tais alterações podem ter impactado diretamente a capacidade de estabelecimento da espécie. Ainda que se reconheça que organismos desse grupo sejam subamostrados e apresentem detectabilidade variável, a combinação entre ausência de registros por mais de cinco décadas, distribuição conhecida extremamente limitada, existência de uma única localidade e evidências de degradação ambiental fornece base suficiente para inferir um cenário de risco real de extinção. Considerando o microendemismo da espécie, a perda significativa de área e a degradação do habitat por poluição urbana, infere-se uma extensão de ocorrência (EOO) e área de ocupação (AOO) atual ≤ 4 km2. Restrita a uma única localidade, a espécie apresenta declínio contínuo, com tamanho populacional estimado em no máximo 100 indivíduos maduros.
Population Trend: Decreasing
Trata-se de uma espécie cuja ocorrência é conhecida apenas em restos vegetais submersos em um riacho, que atualmente fica imersa em uma área urbana.
A maior ameaça é a perda e/ou fragmentação de habitat e a poluição de cursos d’agua, pois o único registro de D. aquatile foi obtido em um riacho, em área de floresta secundária. A localidade-tipo, no município de Botucatu – SP, atualmente se trata de uma área urbana, apresentando apenas 30% da cobertura vegetacional da época em que a espécie foi descrita.
Preservação do curso d’agua onde a espécie foi coletada, que, atualmente encontra-se bastante poluído, dada a proximidade de bairros superpovoados, sendo onde, provavelmente, o esgoto da localidade é depositado. Conservação ex-situ seria altamente recomendável caso a espécie seja redescoberta.
Embora tenha sido direcionado um esforço alto para obter novos registros, tanto na localidade tipo quanto em ambientes semelhantes, a busca deve ser continua em campo para encontrar a espécie. Estudos de DNA ambiental podem resultar em evidência reais da presença da espécie. Entender a ecologia e a real distribuição da espécie e os potenciais impactos negativos à espécie são estudos também requeridos. Estudos para econtrar a espécie são altamente requeridos, inclusive para considerar se a espécie já não foi extinta, se tratando de um microendemismo em ambiente altamente impactato.
Desconhecido.
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