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Perichaena taimyriensis Novozh. & Schnittler

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Scientific name
Perichaena taimyriensis
Author
Novozh. & Schnittler
Common names
 
IUCN Specialist Group
Chytrid, Zygomycete, Downy Mildew and Slime Mould
Kingdom
Protozoa
Phylum
Amoebozoa
Class
Myxogastrea
Order
Trichiida
Family
Trichiaceae
Assessment status
Proposed
Proposed by
Jorge Velloso
Comments etc.
Jorge Velloso

Assessment Notes

Taxonomic notes

Esporângios dispersos, subglobosos (0,2 mm x 0,4 mm) a alongados (0,7 mm x 0,2 mm), brilhantes, amarelo-alaranjado a castanho-amarelado; deiscência irregular; perídio duplo, com camadas fortemente aderidas, a camada externa áspera, espessa, e a camada interna membranosa, fina, delicada, translúcido por luz transmitida; hipotalo inconspícuo; capilício ausente; esporada amarela; esporos amarelo-alaranjados por luz transmitida, globosos, a parede de espessura e cor uniformes, verruculosos, 14-14,7 μm de diâmetro.

A espécie foi descrita por Novozhilov & Schnittler (2000), baseada em espécimes coletados em câmara úmida preparada com esterco de rena (Rangifer tarandus L.), proveniente da Península Taimyr, na Rússia. Os autores comentaram que a espécie é morfologicamente próxima de Perichaena corticalis var. liceoides (=P. liceoides), da qual difere pelo tamanho dos esporos, que são maiores em P. taimyriensis. De acordo com os autores, a espessura da parede e ornamentação dos esporos do tipo verrugas capitadas, observáveis em aumento de 1000x, mas mais nitidamente visíveis em microscopia eletrônica de varredura, tornam a espécie inconfundível. A única citação conhecida da espécie fora da Rússia foi feita por Meyer (2008), com base em poster apresentado por Silva et al. (2008) no VI Congresso de Sistemática e Ecologia de mixomicetos (2009), que citaram a ocorrência para o Brasil, no estado de Pernambuco. No entanto, não foi confirmada a identificação da espécie, e nenhum trabalho sobre o assunto foi publicado. Dessa forma, a ocorrência da espécie no Pampa brasileiro é a primeira citação de P. taimyriensis para o hemisfério sul, e única ocorrência conhecida fora do local tipo.


Why suggested for a Global Red List Assessment?

Trata-se de uma espécie com apenas três registros confirmados para o planeta, formando três populações geograficamente distantes, cujos habitats estão gravemente ameaçados pelas ações antrópicas e climáticas.


Geographic range

A espécie foi descrita em por Novozhilov & Schnittler (2000), para a Península de Taimyr, na Rússia, na bacia hidrográfica do rio Kheta, 71°31’ N, 99°24’ E, a 50 m acima do nível do mar, e Península de Chukchi, 65o48’15”N, 174o35’52”O, ambas em área de Floresta de Tundra, provenientes de câmaras úmidas montada com esterco de rena (Rangifer tarandus L.).
A única citação conhecida da espécie fora da Rússia foi feita por Meyer (2008), com base em poster apresentado por Silva et al. (2008) no VI Congresso de Sistemática e Ecologia de mixomicetos (2009), que citaram a ocorrência para o Brasil, no estado de Pernambuco. No entanto, não foi confirmada a identificação da espécie, e nenhum trabalho sobre o assunto foi publicado. O autor da espécie, Yuri Novozhilov analisou esse material proveniente do Brasil, e não confirmou se tratar de Perichaena taimyriensis. Na sua dissertação de mestrado (ainda não publicada), Jorge Velloso cita a ocorrência da espécie pela primeira vez for a da Rússia, com material proveniente de câmara úmida montada com esterco de Equus caballus L.


Population and Trends

Perichaena taimyriensis ocorre em apenas três localidades conhecidas no planeta, Península de Taimyr e Península de Chukchi, ambas na Rússia, em áreas de Tundra, e no município de São Gabriel – RS, no sul do Brasil, em área de Pampa.
Espera-se que a distribuição da espécie corresponda às áreas de ocorrência de cavalos e até mesmo de outros herbívoros de grande e médio porte, como bois (Bos taurus L.) e ovelhas (Ovis aries L.), no Brasil, e áreas de Florestas de Tundra, na Rússia, onde ocorra rena (Rangifer tarandus L.).  No entanto, o Pampa brasileiro, que já perdeu 32% de sua cobertura original nos últimos 35 anos (MapBiomas 2022). Aliado a isso, o Pampa tem um dos maiores déficits em proteção da biodiversidade quando comparado a outras regiões brasileiras (Overbeck et al. 2015), com apenas 3,2% de sua área cobertas por áreas protegidas, partes das quais incluem terras degradadas (Ribeiro et al. 2021). As florestas do sul do Brasil também estão ameaçadas pela ação humana, com atividades como pastoreio de gado, introdução de espécies invasoras, fogo antropogênico e uso da terra mudanças (Brooks e Balmford 1996), resultando em um contínuo declínio deste habitat, mesmo em Áreas Protegidas. Nas áreas de Tundra, a espécie enfrenta ameaças como a perda de habitat devido ao aumento do nível do mar e à redistribuição de espécies induzida pela temperatura, e os efeitos indiretos mais sutis, incluindo interações alteradas entre espécies e proliferação de doenças (Dias 2023).

A espécie ocorre em três populações muito pequenas e extremamente distantes entre si. Isso associado ao fato de que suas áreas de ocorrência enfrentam inúmeros problemas em relação à conservação, seja a conversão acelerada da vegetação nativa do Pampa, e aproximação das áreas de monoculturas de soja e eucalipto da área conhecida de ocorrência e das áreas pontenciais para ocorrência de P. taimyriensis no bioma, seja pelo avanço do mar devido ao aquecimento do planeta afetando as suas áreas de ocorrência na Tundra russa, estima-se que o tamanho de sua população tende a diminuir drasticamente nos próximos 30 anos (3 gerações).

Population Trend: Decreasing


Habitat and Ecology

Trata-se de uma espécie aparentemente coprófila, ou seja, só ocorre em esterco de animais herbívoros,tanto no Brasil, quanto na Rússia. Reportada, até o momento, em esterco de alce e de cavalo.

Subtropical/Tropical Moist Montane ForestTundra Wetlands [includes pools and temporary waters from snowmelt]

Threats

O Pampa brasileiro, que já perdeu 32% de sua cobertura original nos últimos 35 anos (MapBiomas 2022). Aliado a isso, o Pampa tem um dos maiores déficits em proteção da biodiversidade quando comparado a outras regiões brasileiras (Overbeck et al. 2015), com apenas 3,2% de sua área cobertas por áreas protegidas, partes das quais incluem terras degradadas (Ribeiro et al. 2021). As florestas do sul do Brasil também estão ameaçadas pela ação humana, com atividades como pastoreio de gado, introdução de espécies invasoras, fogo antropogênico e uso da terra mudanças (Brooks e Balmford 1996), resultando em um contínuo declínio deste habitat, mesmo em Áreas Protegidas. Nas áreas de Tundra, a espécie enfrenta ameaças como a perda de habitat devido ao aumento do nível do mar e à redistribuição de espécies induzida pela temperatura, e os efeitos indiretos mais sutis, incluindo interações alteradas entre espécies e proliferação de doenças (Dias 2023).

Housing & urban areasSmall-holder farming

Conservation Actions

A principal ação para evitar o declínio da espécie é a proteção do seu habitat, fortalecendo a legislação no que diz respeito às áreas florestais do Pampa, no Brasil, e da Tundra, na Rússia.
Embora as estratégias de mitigação e adaptação ofereçam esperança, sua implementação não é isenta de desafios. O planejamento dinâmico da conservação, por exemplo, requer não apenas conhecimento científico, mas também vontade política e envolvimento da comunidade. A migração assistida, por outro lado, pode introduzir espécies invasoras involuntariamente, perturbando os ecossistemas locais. Além disso, é essencial reconhecer que muitas dessas estratégias exigem investimentos financeiros substanciais. Os países em desenvolvimento, que muitas vezes abrigam hotspots de biodiversidade, podem não ter recursos para implementá-los de forma eficaz.

Site/area protectionFormal educationAwareness & communications

Research needed

É necessário ser feita uma investigação mais aprofundada nas áreas potenciais de ocorrência da espécie, com montagem de câmaras úmidas com esterco das espécies de herbívoros, nativas e exóticas, ocorrentes na área. É possível que sua distribuição seja bem maior do que a conhecida atualmente, devido ao fato de que se trata de uma espécie, aparentemente, coprófila obrigatória, cujos esporóforos são de tamanhos extremamente reduzidos, o que torna impossível sua visualização em campo. Aliado a isso, atualmente, é muito baixa a quantidade de pesquisadores dedicados aos myxomycetes no mundo, e o número diminui ainda mais quando se trata de especialistas em myxomycetes coprófilos.

Population size, distribution & trends

Use and Trade

Desconhecido.

Unknown

Bibliography


Country occurrence

Regional Population and Trends

Country Trend Redlisted